Sporting volta a atacar e submete comunicado arrasador em relação ao “Caso Televisão” onde o FC Porto é protagonista

O Sporting manifestou forte desagrado com a decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol de aplicar uma multa de 12 750 euros ao FC Porto no âmbito do denominado “caso da televisão”, relacionado com o jogo frente ao Braga, no Estádio do Dragão.
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, o clube leonino deixou intacto o seu posicionamento oficial:
“O Sporting Clube de Portugal tomou conhecimento do acórdão do Conselho de Disciplina da FPF sobre o chamado ‘caso da televisão’ e manifesta profunda estupefação com esta decisão, que surge depois das conhecidas reuniões entre APAF, Conselho de Arbitragem, FPF e LPFP, e representa um gigantesco retrocesso na defesa dos árbitros e na evolução do futebol português.”
Mais à frente, o Sporting reforça a crítica, sublinhando que:
“A sanção aplicada é flagrantemente desproporcional à gravidade do episódio. Trata-se do caso mais grave conhecido de tentativa de ressuscitar práticas antigas, totalmente contrário ao que o Sporting considera ser o caminho para o futuro do futebol português. O Sporting considera que a FPF teve uma oportunidade única para marcar a diferença e impedir que episódios como este voltem a acontecer, mas, lamentavelmente, desprezou-a”.
Em causa está o processo disciplinar instaurado após o encontro da 10.ª jornada da I Liga, disputado a 2 de novembro, no qual o FC Porto venceu o Braga por 2-1. O relatório do árbitro Fábio Veríssimo referia uma alegada tentativa de condicionamento da equipa de arbitragem durante o intervalo, relacionada com a exibição de imagens de um golo anulado na primeira parte.
O Conselho de Disciplina acabou por enquadrar a situação como “inobservância qualificada de outros deveres”, afastando uma sanção mais pesada. No acórdão, é referido que o FC Porto alegou um lapso técnico, explicando que as imagens se destinavam apenas à análise interna e que, por erro, foram também projetadas no balneário da equipa de arbitragem.
No mesmo documento, é reproduzida a posição de Fábio Veríssimo, que assumiu ter-se sentido afetado pela situação, explicando que mandou desligar a televisão por considerar que a exibição das imagens tinha como objetivo influenciar o desempenho da arbitragem, ainda que sem conseguir estabelecer uma relação direta com as decisões tomadas na segunda parte.



