Votar amanhã chama-se vencer a calamidade. Chama-se liberdade”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou, este sábado, numa curta mensagem de apelo ao voto, a última que faz no cargo. Falando da situação que o país enfrenta e lembrando também as eleições que aconteceram em pandemia, Marcelo sublinhou a importância da ida às urnas no domingo, ato que vai decidir o seu sucessor.
“Hoje, como sempre, falo para todos vós. Mas falo, em especial para os que perderam familiares e próximos. Os que ficaram sem casa, ou sem casa com condições para nela viverem”, começou por dizer, no Palácio de Belém, em Lisboa.
Dirigindo-se às centenas de milhares que, “desesperados”, se sentiram “isolados” nos últimos tempos devido à passagem do comboio de tempestades que tem assolado o país que já acusou a morte a 14 pessoas, assim como deixa ainda muitas pessoas sem eletricidade e com bens materiais danificados, continuou a dirigir-se “para essas centenas de milhares – em cidades, vilas, aldeias, lugares, perdidas na serra -, a todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, coragem e determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso.”
“A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro. A vossa resposta foi votarem, votarem em massa, e também nas áreas devastadas, também no voto antecipado. Tal como há cinco anos, foi votarem em pandemia”, apontou.
“Nascemos para resistirmos e resistimos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência. Ou agora, quatro dias depois da tragédia. Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade, votar amanhã chama-se democracia, chama-se, acima de tudo, Portugal”, rematou.
Esta foi última mensagem presidencial de Marcelo em véspera de eleições, que optou por não fazer na primeira volta destas presidenciais, há três semanas.



