Internacional

Seguro trama André Ventura

O silêncio de quase uma década de António José Seguro foi um dos trunfos que André Ventura tirou da cartola num dos momentos quentes do debate. A questão que estava em discussão era a Saúde e se há uma parte que os une, outra houve que os separou: “Não represento aqui partido nenhum”.

Estava António José Seguro com a palavra e disse que a “prioridade” do seu possível primeiro ano de mandato “é a Saúde e garantir que portugueses terão saúde a tempo e horas”. Para isso, “quero com todos os partidos e com o Governo, naturalmente, criar as condições para que haja um plano”. O objetivo desse plano, explicou, é que “o país saiba que durante 5/10 anos existem medidas muito concretas que são avaliadas com datas, calendários, com orçamentos e que isso é um compromisso independentemente do Governo”.

Até aqui, não só tudo bem, como o adversário André Ventura até disse, “ou seja, está de acordo comigo”.

“Isso foi o que eu disse, que o Governo devia governar com resultados e caiu-me toda a gente em cima a dizer que o Presidente não governar. Agora vejo que o meu adversário está de acordo comigo. É preciso impor metas, definir resultados e é preciso que o Governo os alcance. Ao menos conseguimos isto do dr. José Seguro hoje já não é mau”, disse Ventura, deixando no ar a provocação.
Na resposta, Seguro lembrou o roteiro que lhe ofereceu sobre esse compromisso para a Saúde e elogiou que o tenha lido: “Já ganhámos o contributo do seu partido [Chega] para este esforço”, mas depressa foi interrompido.

“O meu partido anda a contribuir para esse esforço há muitos anos, o seu anda a destruir há muitos anos o sistema de saúde. É essa a diferença”. E na resposta, Seguro: “A diferença entre nós é que você é o líder de um partido, eu não represento aqui partido nenhum”.
Mas e a herança? “Não pode ignorar a herança e está desconfortável, mas se não gosta, e eu concordo, ao menos não finja que fez bem. Eu critiquei, você ficou em silêncio”.

O que para Seguro é “normal”. “É aquilo que mais faz na vida, em segundo lugar você era pago para falar, é deputado há seis anos, eu não. Eu sou pago por trabalhar” e “ao longo destes anos, em que estive na atividade privada, participei em várias iniciativas mas é claro que as televisões não iam lá, nem os jornais, eu era um simples cidadão”.

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