Tânia Laranjo crítica defesa de Nuno Homem de Sá

A comentadora Tânia Laranjo analisou a segunda sessão do julgamento de Nuno Homem de Sá, esta terça-feira, na CMTV, e condenou a estratégia e declarações do advogado do ator, Alexandre Guerreiro. O processo envolve alegações de violência doméstica apresentadas por Frederica Lima, com o ator a optar pelo silêncio em tribunal enquanto contestava publicamente as acusações.
Tânia Laranjo criticou a postura de Nuno Homem de Sá, considerando que a decisão de permanecer calado no tribunal e afirmar que as acusações são falsas fora da sala constitui uma “estratégia clara” para avaliar a prova produzida e exercer pressão sobre a alegada vítima. A jornalista destacou ainda que o pedido do ator para abrir as portas do tribunal ao público foi rejeitado por motivos de proteção da vítima, considerando essencial manter a audiência fechada para evitar intimidação.
O ponto mais polémico, segundo Laranjo, foi a tentativa do advogado de defesa de contextualizar áudios de discussões divulgados na comunicação social. A comentadora afirmou que a violência doméstica “nunca pode ter contexto” e repudiou qualquer normalização de comportamentos agressivos. Recordou também os números trágicos de 2025, ano considerado o mais mortal em Portugal em vítimas de violência doméstica, reforçando a gravidade do crime.
Tânia Laranjo sublinhou o dever ético e social dos advogados de prevenir a violência doméstica, contrapondo a postura de Alexandre Guerreiro com a de Miguel Matias, advogado de Frederica Lima, e elogiando a conduta de Rui Patrício no caso do ator Carloto Cotta



