Internacional

Hipótese de crime “nunca esteve em cima da mesa”. Namorada de Maycon Douglas foi enganada por cartomante

Além de revelar “toda a verdade” sobre a morte de Maycon Douglas, o programa ‘Casa Feliz’, da SIC, desta terça-feira, 13 de janeiro, desmistificou as principais “teorias da conspiração” que surgiram aquando do desaparecimento do ex-concorrente do Secret Story 8.

Hernâni Carvalho começou por dizer que as teorias “nascem às vezes do nada precisamente pela ausência de corpo” e assegurou: “Já tínhamos uma noção mais ou menos avançada do que estaria a acontecer, na medida em que falámos com os especialistas forenses que estão, esses sim, muito habituados a este tipo de circunstâncias“.

Neste sentido, Luís Maia deixou claro: “A hipótese de haver ali uma intervenção de terceiros e um crime nunca esteve em cima da mesa para as autoridades, apenas na especulação da praça pública“.

O repórter também explicou que a namorada de Maycon teve um encontro com uma cartomante e acabou enganada: “Sabemos que a namorada do Maycon, que estava com ele naquela noite, há um dia que recebe uma chamada de uma pessoa próxima ali do grupo de amigos e que lhe pede para ir à Nazaré, porque havia um assunto muito importante para tratar com ela. E a moça lá vai, à noite, e encontra uma mulher mais velha, que lhe dizia que sabia muitas coisas sobre aquela noite, que tinha lido o relatório, que sabia que o carro estava fechado, sem vidros partidos, sem portas abertas, lá em baixo e vazio. No limite, o corpo poderia estar na mala do carro, mas que o habitáculo estava vazio“.

“E levanta ali uma série de suspeitas, que havia pessoas envolvidas, um amigo do Maycon que teria telemóvel dele, e esta jovem acaba por mostrar inclusivamente mensagens que tinha trocado com este amigo, as mensagens são fotografadas, todas estas coisas descontextualizadas acabaram por ser usadas contra ela. Mais tarde, esta jovem, que até achou que estava na presença de alguma pessoa ligada à investigação, veio a perceber que esta senhora, afinal, era uma cartomante e as cartas que ela lançava não valiam grande coisa, porque obviamente as entradas do carro estavam comprometidas e o corpo sai pelo vidro da frente. Não havia cadáver na mala, não havia conspiração nenhuma“, acrescentou.

Por fim, Hernâni Carvalho esclareceu: “Há uma coisa que é verdade: no momento em que o Ministério Público e a Polícia Judiciária deixam haver um cerimonial de funeral com cremação, temos a perfeita convicção de que formalmente não há suspeita de homicídio“.

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