Internacional

Seguro e Ventura disputam segunda volta das presidenciais com vantagem clara para o socialista

A segunda volta das eleições presidenciais portuguesas, marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, será disputada entre António José Seguro e André Ventura. Apesar de a contagem final dos votos da primeira volta ainda não estar totalmente concluída, os resultados provisórios já permitem confirmar que o antigo líder do Partido Socialista e o presidente do Chega são os dois candidatos apurados, deixando João Cotrim Figueiredo fora da corrida final à Presidência da República.

Todas as sondagens divulgadas nos últimos dias são consensuais quanto ao desfecho do confronto direto entre Seguro e Ventura, apontando uma vitória clara do candidato socialista. A mais recente tracking poll da Pitagórica, realizada para a TVI, CNN, Jornal de Notícias e TSF, atribui a António José Seguro 66% das intenções de voto numa segunda volta, contra apenas 27% de André Ventura, revelando uma diferença expressiva entre os dois candidatos.

Também a sondagem da Intercampus para o Now, conhecida esta semana, analisou vários cenários possíveis e confirmou a tendência favorável a Seguro. Num eventual duelo entre o socialista e o líder do Chega, António José Seguro recolhe 57,1% das intenções de voto, enquanto André Ventura fica pelos 32,4%, reforçando a perceção de uma vantagem sólida do candidato apoiado por um eleitorado mais transversal.

Resultados semelhantes surgem na sondagem da Aximage divulgada pelo Diário de Notícias, que concede a Seguro uma vantagem de cerca de 20 pontos percentuais. Neste estudo, o antigo líder socialista reúne 49% das intenções de voto, face aos 29% de Ventura, embora se mantenha ainda um número significativo de indecisos e eleitores que admitem votar em branco. Já a sondagem da Universidade Católica para a RTP sublinha a elevada taxa de rejeição de André Ventura, com apenas 33% dos inquiridos disponíveis para votar nele, contra 54% que manifestam abertura para apoiar António José Seguro.

A confirmar-se este cenário, a eleição presidencial de 2026 marcará o regresso de uma segunda volta, algo que não acontecia em Portugal desde 1986. Para ser eleito Presidente da República, um dos candidatos terá de ultrapassar a fasquia dos 50% dos votos expressos. Com todas as sondagens a apontarem no mesmo sentido, António José Seguro parte como claro favorito para vencer a segunda volta das presidenciais frente a André Ventura.

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