Internacional

“Odeiem menos as pessoas”: Maria Leal Craveiro partilha desabafo após último adeus a Maycon Douglas

No domingo, dia 11 de janeiro, aconteceu o último adeus a Maycon Douglas, que foi encontrado morto no dia 7, na Praia do Sul, na Nazaré.

Através da rede social Instagram, Maria Leal Craveiro, que marcou presença nas cerimónias fúnebres do ex-colega do Secret Story 8, partilhou um sentido desabafo: “Mais ou menos há um ano, éramos 22 pessoas felizes dentro de uma ‘casa’. Havia discussões, dinâmicas, guerrinhas, mas no final de contas éramos todos cordiais, educados e preocupados uns com os outros. À parte de tudo, nós fomos felizes de verdade ali. Muito felizes. Nós sabemos bem o que vivemos e o que, no fundo, sentíamos uns pelos outros. Até sair por aquela porta”.

“Disse muitas vezes sentada naquele confessionário, em lágrimas, que o meu medo era sair de lá. Queria lá ficar fechada para sempre porque tinha medo do que me esperava cá fora. E tinha razão. O mundo é muito cruel. A vida é muito injusta”, acrescentou.

A ex-concorrente prosseguiu: “A vida é uma montanha-russa em que, num mês estamos em altas e, no mês seguinte, ninguém se lembra de nós. Num dia estamos felizes e no dia seguinte estamos a chorar. É preciso força para entrar numa experiência destas e acarretar com as consequências que daí vêm: enfrentar o mundo real desamparados, sem qualquer tipo de apoio. É preciso força para lidar com a ilusão das coisas boas que chegam depressa e com a desilusão das coisas más que vêm ainda mais depressa: as amizades que eram para a vida e afinal não o são, as relações que iam ser para sempre e afinal não o foram, as expectativas de que a vida ia mudar imenso e, afinal, não mudou porr* nenhuma”.

Maria Leal Craveiro escreveu ainda: “É preciso pedirmos ajuda quando não a encontramos, assumirmos as nossas fraquezas, as nossas lutas e, se for preciso, deitarmos a toalha ao chão. Odeiem menos as pessoas. Tenham empatia e deixem os outros em paz. Seja o que for que tenha acontecido: que ninguém neste mundo precise de ir procurar a sua paz a outro lugar qualquer”.

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