Internacional

Marcelo arrasa proposta de Ventura e garante que eleições se mantêm no domingo

O Presidente da República afirmou esta quinta-feira que não vê necessidade de declarar o estado de emergência para adiar as eleições presidenciais, sublinhando que essa seria a única forma legal de o fazer em todo o país, como foi proposto por André Ventura.

Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa foi claro ao afirmar que “a lei é o que é” e que, estando o país a poucos dias do ato eleitoral, deve ser aplicada.

“Estamos praticamente a dois dias das eleições e é a lei que deve ser aplicada”, disse.
O chefe de Estado recordou que já decorreu uma votação significativa em contexto de calamidade, salientando que “houve uma votação massiva, cerca de 300 mil pessoas no voto antecipado, quando já vigorava o estado de calamidade”.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou ainda que os portugueses têm experiência de votar em situações ainda mais exigentes, referindo a pandemia.

“Os portugueses já têm experiência de voto em estado de emergência, que é mais pesado do que o estado de calamidade. Há cinco anos estávamos em estado de emergência e houve uma votação muito apreciável, com pessoas de máscara e distanciamento”, afirmou.
O Presidente afastou também a possibilidade de alterações legislativas em cima do ato eleitoral.

“Não vejo como seja possível votar uma lei a um dia de terminar a campanha eleitoral, nem como seja possível declarar o estado de emergência, que exige a participação da Assembleia da República e a sua concordância, que aparentemente não existe entre a maioria dos partidos”, explicou.
“Nesta altura, não vejo que seja possível alterar a lei nem declarar o estado de emergência”, reforçou.
Questionado sobre o risco de aumento da abstenção, Marcelo respondeu que não teme esse cenário.

“Esteja-se a favor ou contra o Governo, as pessoas têm vontade de votar”, disse.
“Haverá uma análise ao que correu menos bem”

Sobre o encontro desta tarde com o primeiro-ministro Luís Montenegro, o Presidente revelou que já assinou e promulgou todos os diplomas relativos às medidas anunciadas pelo Governo para responder às consequências do mau tempo. Segundo Marcelo, essas medidas representam “uma pequena revolução na forma de atuação da administração pública”.

“O fundamental agora é acelerar verdadeiramente a satisfação das necessidades dos portugueses. Se o dinheiro chegar na segunda-feira às pessoas e às empresas e se for possível pôr de pé todos os mecanismos, isso é o mais importante, porque as pessoas estão naturalmente ansiosas e angustiadas e querem ver resultados visíveis”, afirmou.
Questionado sobre se considera que a resposta do Governo foi eficaz, Marcelo escusou-se a comentar.

“Tenho fugido a comentar”, disse, admitindo ainda assim que “houve coisas que falharam” e que, “em tempo devido, haverá uma análise ao que correu menos bem”.
O Presidente deixou ainda um apelo à população, sobretudo nas zonas mais vulneráveis.

“Quem estiver em zonas ribeirinhas tenha cuidado, sobretudo esta noite e durante o dia de amanhã”, alertou.

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