Leandro revela que foi vítima de homofobia no Secret Story: “Além de condenável, é desprezível…”

Após ter sido o último expulso do Secret Story 9, Leandro marcou presença no programa ‘Dois às 10’, da TVI, desta segunda-feira, 29 de dezembro, para a primeira entrevista em televisão sobre a participação no reality show.
Ao recordar a sua trajetória na casa mais vigiada do País, o ex-concorrente recordou os comentários homofóbicos de que foi alvo por Dylan e Bruno: “Senti que não era aceite. Tinha [perceção], o tal falar mal nas costas e respeitavam-me na cara. Eu tinha perceção, porque, se for a ver, estes indivíduos nunca foram assim tão afrontosos e tão diretos na cara. Eles faziam-no por trás, era as tais imagens que eles diziam que eu via ao domingo“.
Em conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos, Leandro contou o que sentiu nessa altura do programa: “O que eles faziam nas minhas costas era falar de mim, rebaixar-me a todos os níveis, gozar com tudo, a minha maneira de falar incomodava-os, a minha maneira de me mexer incomodava-os. Tudo os incomodava. Sim, fiquei muito em baixo, tive a Voz que me ajudou muito e foi quem me acompanhou nesta experiência toda, que me ajudou muito a pôr para cima“.
Questionado pela apresentadora, o ex-concorrente considerou também que as atitudes homofóbicas mereciam ter sido condenadas, sendo que muitas vezes não foram: “Sim. Eu próprio disse à Voz, quando foram determinadas palavras utilizadas, perguntei onde é que eu estava, em que programa estava e em que ano estava. Se estava em 2025 ou se estava em 1999 ou lá para trás. Porque para mim, além de condenável, é desprezível e disse-o por inúmeras vezes. Como é que em 2025 ainda conseguem aparecer pessoas como estas?“.
Já sobre a sua postura perante os comentários que foi ouvindo, Leandro sublinhou: “Nunca gostei muito de ver, como telespectador, os concorrentes a vitimizarem-se daquilo que passavam no programa. Se calhar, foi um erro meu. Mas, se foi um erro meu, mais uma vez é a minha personalidade. Como disse inúmeras vezes, até à Cristina, eu não sou vítima, não quero sequer esse nome perto de mim, porque é a minha maneira de ser. Eu não gosto de ser tratado como vítima em nenhuma instância, eu gosto de enfrentar as coisas. Se vejo um leão, é olhar para ele de frente e encará-lo. Foi o que eu tentei fazer com aquela situação. Em vez de dar ênfase aquilo, eu queria era que aquilo desvanecesse, que eles parassem com aquilo. Eu não queria ouvir mais aquilo“.



