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ÚLTIMA HORA: Homem que enviou carta com bala a Marcelo foi libertado

O Tribunal de Execução de Penas emitiu uma ordem de libertação imediata ao homem que enviou uma carta com ameaças de morte e uma bala ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em outubro de 2022. Marco Aragão foi condenado a internamento compulsivo em novembro de 2023.

Marcelo, que não se encontrava em Belém na altura, recebeu uma carta anónima com uma bala dentro, um telemóvel e um pedido de um milhão de euros que deveria ser enviado para uma conta bancária discriminada na missiva.

Em declarações à CMTV, o chefe de Estado desvalorizou a situação, destacando ter recebido mais “ameaças” quando tinha programa de televisão na RTP e na TVI do que em Belém. “Quem anda nesta vida e eu já ando há 30 anos tem disto enfim às dezenas (…). Acontece eu não dou grande importância”, disse.

No arranque do julgamento no Juízo Central Criminal de Lisboa, Marco Aragão justificou o envio de uma carta com uma bala ao Presidente da República com um desequilíbrio na sua medicação e a intenção de prejudicar um primo.

“Sentei-me nesse mesmo dia ao computador e escrevi uma carta a ameaçar o Presidente da República a exigir uma quantia astronómica. Coloquei os dados do meu primo Valter, tudo isto no sentido de prejudicar o meu primo Valter, para que ele tivesse problemas com a justiça”, afirmou, continuando: “Deveu-se a uma animosidade contra o meu primo Valter, espoletada por um desequilíbrio da minha medicação”.
Para explicar “a animosidade” contra o primo, recordou ainda um episódio familiar de 2021, no qual Valter Silva entrou em contacto com a mãe do arguido, discutindo e ameaçando fazer queixa de Marco Aragão à Polícia Judiciária (PJ) por este ser supostamente traficante de armas.

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