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Gaspar Ramos antigo vice-presidente do Benfica ao ataque a Mourinho após derrota no clássico “fala muito bem e não trabalha”

Gaspar Ramos apontou José Mourinho como o principal responsável pelo momento negativo vivido pelo Benfica, após a derrota por 1-0 frente ao FC Porto, nos quartos de final da Taça de Portugal, que ditou nova eliminação numa época já marcada por vários fracassos.

Em declarações à Rádio Renascença, o antigo vice-presidente encarnado mostrou-se desiludido e considerou que a escolha de Mourinho teve motivações eleitorais: “Sinto desilusão. Sinto e, do meu ponto de vista, a contratação do Mourinho foi feita mais com vista à campanha eleitoral do que propriamente por se considerar que era a grande solução para o futuro do Benfica. Ele tem o currículo que tem, todos temos de ter respeito por ele.”

Gaspar Ramos foi mais longe nas críticas ao trabalho do treinador português: “Foi um excelente treinador, mas hoje é um treinador que fala muito e que não trabalha aquilo que é necessário para fazer uma boa equipa. E, portanto, está a comprometer inclusivamente o futuro.”

O antigo dirigente alertou ainda para o impacto das palavras do técnico no balneário: “Tem de falar menos dos jogadores na comunicação social e em público. Sobretudo quando os critica. Deve fazê-lo internamente? Sim, acho que deve fazê-lo. Tem de fazê-lo, aliás, individualmente ou coletivamente. Mas o José Mourinho fala muito e fala muito dos jogadores, destruindo o ambiente, que é fundamental para se ter uma boa equipa. Às vezes há necessidade de falar menos, mas falar bem.”

Apesar das críticas, Gaspar Ramos rejeitou que a falta de qualidade do plantel seja um problema: “O plantel do Benfica é o melhor plantel nacional. Entre os três grandes, é o melhor plantel. É o que tem melhor qualidade individual. Não está a ser convenientemente aproveitado. Isto não quer dizer que o plantel não tenha um desequilíbrio ou outro. Pode ter, mas são situações pontuais.”

No final, abordou também o tratamento dado aos adeptos benfiquistas no Estádio do Dragão, colocando em causa a postura do FC Porto: “Ouvi de [André] Villas-Boas que iria fazer do FC Porto um clube com ética. Pensei que isso fosse uma realidade, mas afinal de contas o ADN não mudou, e situações idênticas ao passado continuam a acontecer.”

Recorde-se que o Benfica apresentou uma queixa formal à FPF, alegando que os seus adeptos “foram obrigados a descalçar-se sobre um chão molhado, num procedimento que não se encontra previsto em qualquer regulamento e que teve como único propósito a humilhação dos benfiquistas, entre os quais se encontravam várias pessoas de idade avançada”.

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