Internacional

André Ventura Anuncia Recandidatura à Liderança do Chega

O líder do Chega, André Ventura, confirmou esta terça-feira que se recandidatará à liderança do partido na próxima convenção, prevista para maio. Em conferência de imprensa na sede da formação política, Ventura destacou a importância de dar continuidade ao trabalho desenvolvido até agora, garantindo que a estratégia do partido, marcada por firmeza e combate às práticas políticas tradicionais, será mantida.

Ventura rejeitou qualquer mudança para uma postura de moderação ou institucionalização à direita, afirmando que o Chega não pretende assemelhar-se a outros partidos tradicionais. “A ideia de nos tornarmos uma espécie de PSD mais firme mostrou onde os nossos adversários foram parar. Portugal precisa de um partido popular abrangente, de rutura e antissistema”, defendeu. Segundo o líder, ceder à chamada moderação seria aproximar-se de um “conluio de interesses e da corrupção instalada há 50 anos”.

A próxima convenção nacional, que deverá ocorrer entre os dias 08 e 10 de maio, será a primeira desde que o partido se tornou a segunda maior força parlamentar e após a candidatura presidencial de Ventura. A reunião do Conselho Nacional irá oficializar a marcação da convenção e discutir alterações aos estatutos, com vista a modernizar a estrutura do Chega e adaptá-la aos novos desafios do partido.

Durante a conferência, Ventura também abordou questões internas e polémicas, incluindo alegações de compra de votos envolvendo o deputado Rui Afonso, que negou as acusações. Ventura afirmou que “foram acionados os mecanismos internos” do partido para avaliar o caso e criticou o jornal que divulgou a notícia, sem responder diretamente se mantém confiança política no dirigente. O líder considerou ainda como “uma brincadeira” o desafio de Eurico Brilhante Dias e criticou a ação do PS em questões relacionadas com a Comissão de Orçamento.

No plano local, Ventura comentou o acordo do Chega com o PSD em Cascais, que prevê a atribuição de pelouros ao partido, incluindo “o combate à corrupção e a luta pela transparência”. Contudo, recusou fazer paralelos entre este acordo e o panorama nacional, afirmando que “não é comparável” e que a escolha do PSD por parceiros de governação é uma decisão já definida. O líder reiterou o compromisso com a continuidade da estratégia do Chega, baseada na firmeza e na oposição às práticas tradicionais do sistema político português.

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