Internacional

Carneiro acusa Governo de insensibilidade e aproximação ao Chega

O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, acusou o primeiro-ministro de insensibilidade e de procurar entendimentos com o Chega em matérias centrais, em vez de dialogar com os socialistas.

Segundo o líder do PS, o Governo está a falhar na resposta aos danos provocados pelas tempestades. José Luís Carneiro refere que enviou cinco cartas ao Executivo, até agora sem resposta, e tenta colar o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a André Ventura.

“Até hoje a marca do Governo foi a da insensibilidade e do silêncio. Naquilo que foram matérias centrais, aquilo que podemos observar é que houve uma tendência do primeiro-ministro para se entender com o Chega e não com o Partido Socialista”, afirmou José Luís Carneiro.
Para o PS, a tendência do Executivo traduz-se em apoios que não estão a chegar às pessoas. Por isso, os socialistas avançam com um conjunto de recomendações.

“O Governo, no nosso entender, está a falhar na resposta às populações. Em primeiro lugar, a importância de alargar o estado de calamidade e, em segundo lugar, de incluir no estado de calamidade municípios que hoje estão excluídos dessa declaração”, defendeu o secretário-geral do PS.
Entre as propostas apresentadas está também o prolongamento da isenção nas portagens, a criação de um programa para o emprego e para as empresas, com um apoio não reembolsável até três salários mínimos por cada trabalhador, e o reforço das verbas destinadas à habitação.

“No que vai acima de 10 mil euros, o Estado comparticipe esse esforço das famílias, garantindo que o esforço que as famílias fazem acima dos 10 mil euros vai até ao limite de esforço de 10% do seu rendimento do ano anterior. No nosso entender, o Estado deve garantir o apoio ao rendimento, de forma a que os trabalhadores em lay-off não tenham perdas de rendimento em resultado desta circunstância”, acrescentou.
José Luís Carneiro afirmou ainda que o Governo está dividido quanto à possibilidade de um eventual orçamento retificativo. Para já, o líder socialista não esclarece se faz sentido alterar as contas nem como votaria o PS perante essa hipótese.

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