Catarina Furtado arrisca processo após apelo ao voto no dia das eleições

Catarina Furtado publicou um vídeo, no domingo, no qual aparenta estar a apelar ao voto em António José Seguro e pode ser alvo de um processo por parte da Comissão Nacional de Eleições.
“Todo o vosso silêncio será cumplicidade. De um lado temos a possibilidade de votar na democracia, um sistema que em princípio nos protege a todos e a todas. Do outro lado, a ameaça a essa democracia e que com toda a certeza nos irá prejudicar a todos e a todas“, disse num vídeo que, entretanto, já foi removido.
O caso chegou à Comissão Nacional de Eleições (CNE), que já solicitou o contraditório à apresentadora da RTP1, segundo apurou o jornal Correio da Manhã.
Segundo a CNE, é proibido fazer propaganda no dia e na véspera da eleição. Quem o fizer, pode ser “punido com pena de multa não inferior a 100 dias, caso seja na véspera da eleição, ou com pena de prisão até 6 meses ou pena de multa não inferior a 60 dias, caso seja no dia da eleição“.
“Esta proibição abrange toda a atividade passível de influenciar, ainda que indiretamente, os eleitores quanto ao sentido de voto, bem como a exibição, junto das mesas de voto, de símbolos, siglas, sinais, distintivos ou autocolantes de quaisquer listas“, acrescenta.



